sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
A dor do adeus
Como é difícil se despedir de alguém que passou por nossas vidas. A morte, seja ela real ou simbólica, de alguém que nos marcou tanto é sempre extremamente dolorida. Quando se amou muito uma pessoa que se foi, a saudade, as lembranças, ao contrário do que dizem, não diminuem com o tempo. Não. Você aprende a seguir adiante, a levar sua vida, e as tarefas do dia-a-dia se encarregam de não permitir que sobre tempo para lembrar. Mas a menor brecha ou identificação de algo que lembre tal pessoa já é o suficiente para que todo aquele sentimento represado volte a vir perturbar seus pensamentos. Enterrar alguém, se despedir, ter consciência de que nunca mais, nunca mais, você terá aquela pessoa amada de volta é a dor mais lascinante que alguém pode sofrer. Estou aqui, descrevendo entre lágrimas os meus sentimentos mais obscuros e os quais tento superar ou ao menos esconder. Nove anos se passaram desde que me despedi do maior amor que já recebi na vida. E a dor ainda é extremamente presente. Um ano se passou desde que me despedi da pessoa que julguei que substituiria esse imenso amor. Em quem depositei todas as minhas esperanças, a quem entreguei minha alma e meu coração. E é surpreendente como ainda não consegui esquecer, como ainda não consegui apagar. Dói muito recordar os amores que se foram. Dói mais saber que se foram para sempre. Estou aqui, entre lágrimas e recordações, tentando espantar os fantasmas que me perseguem, a dor que me angustia, a saudade que me tortura. Dói demais dizer adeus. Dói demais aceitar o adeus. Dói demais relembrar o adeus. Aos meus amores, sinceros, profundos e marcantes. Ainda não aprendi a me despedir de vocês. E aonde quer que vocês estejam lendo isso, saibam que foi de todo o meu coração que eu escrevi. É de todo o meu coração que eu os amo. E nenhum adeus jamais conseguiu ou vai conseguir apagar isto.
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